Dicas para facebook,twitter,orkut e outros
Na era das redes sociais digitais, veja como salvaguardar sua
identidade e dados pessoais para não se arrepender depois.
Navegar na web não é mais uma atividade qualquer. Serviços como o Orkut,
Twitter e Facebook são alguns exemplos de redes sociais que rapidamente
se tornaram parte da cultura online e, com elas vêm toda uma nova gama
de potenciais ameaças à segurança.
Você verá aqui alguns dos perigos que as redes sociais oferecem, bem
como ações fáceis de seguir que podem mantê-lo a salvo dessas ameaças.
As redes sociais são construídas a partir da ideia do compartilhamento
aberto de informações e do estímulo ao senso de comunidade.
Infelizmente, uma rede online de indivíduos compartilhando suas
experiências ativamente e procurando conexões com outras pessoas
semelhantes podem ser iscas fáceis de criminosos que fazem uso da
engenharia social
ou de ataques phishing
É importante ficar atento às ameaças e fazer um esforço para manter suas
interações online saudáveis.
Trata-se de um desafio permanente, mas os usuários dessas redes podem
tomar algumas ações para protegerem sua privacidade e manter parte de
seus dados pessoais fora do alcance de pilantras digitais.
*Cuidado com o que se compartilha*
Para os iniciantes, mesmo em uma comunidade aberta de compartilhamento,
é preciso assegurar certas fronteiras. O presidente dos Estados Unidos,
no início de setembro, deu uma advertência aos estudantes: “Cuidado com
o que vocês publicam no Facebook. Tudo o que colocarem lá pode usado
contra vocês em algum momento de suas vidas”.
O cerne dessa advertência pode ser aplicado a qualquer site de rede
social e, possivelmente, à internet com um todo. Como regra geral, não
publique coisas online das quais possa se arrepender mais tarde. Há
grandes chances de alguém, algum dia, encontrar tal conteúdo e resolver
usá-lo contra você – especialmente caso você venha a se tornar uma
pessoa pública ou mesmo na vida profissional privada.
Além de simplesmente se abster de postar mensagens embaraçosas ou
comentários difamatórios, usuários de redes sociais devem ter duas
coisas em mente: lembre-se de quem são seus amigos e saiba que os amigos
deles podem ser seus inimigos.
*Lembre-se dos amigos*
Quando se escreve um post no Twitter, atualiza-se o status do Facebook
ou acrescenta uma foto no Orkut, não se pode esquecer da audiência que
tem acesso a esses conteúdos.
Mais e mais histórias circulam por aí dando conta de pessoas que
publicaram um comentário inadequado qualquer em uma rede social,
esquecendo-se de que seu chefe fazia parte dela. O resultado:
reprimendas e até mesmo demissões. Mesmo dizer algo simples com “estou
de saco cheio” durante o horário de trabalho pode ter resultados
imprevisíveis caso a pessoa errada leia isso.
Em redes como o Twitter e mesmo as mudanças mais recentes no Facebook
permitem que qualquer um veja e ou busque por atualizações e não há nada
que se possa fazer para ocultar isso.
*Cuidado com os amigos dos amigos*
Mesmo quem tem certeza absoluta de que seu chefe não faz parte dos
contatos das redes sociais de que participa não está totalmente
protegido. Por isso, nada de colocar a boca no trombone e dizer o que
acha dele por fazê-lo trabalhar demais ou ter de vir ao escritório no
final de semana.
Saiba que apesar dos cuidados, ainda há (muito) risco envolvido. Por não
fazer parte de uma rede social, seu chefe pode não ter acesso ao seu
post diretamente. Mas, se um de seus amigos estiver conectado com seu
chefe, ele estará a um passo de chegar até você. E o caminho mais
simples é seu chefe decidir conhecer quem são os contatos do seu amigo.
Mas não se desespere, seja social, compartilhe seus problemas e
atribulações - caso queira - com sua crescente rede de adoradores,
fazendo uso de uma regra básica: não publique nada que não deseja que
alguém veja, porque, cedo ou tarde essa pessoa verá.
*Defina privacidade*
Conciliar privacidade e rede social parece algo praticamente impossível
de se conseguir. Como se manter conectado e, ainda assim, manter sua
privacidade? O simples fato de alguém decidir compartilhar algumas
informações com um grupo selecionado de pessoas não significa,
necessariamente, que se queira compartilhar todas as informações ou que
as informações compartilhadas esteja visíveis a todo mundo.
O Facebook em particular tem passado por uma série de problemas
relacionados com a questão da privacidade. Se você é usuário recente
desta rede social já deve ter notado anúncios que trazem nome ou fotos
de seus amigos relacionados a eles.
Na realidade, o Facebook proporciona controles de privacidade para que o
usuário selecione que tipo de informação deve estar disponível para
aplicações de parceiros da rede social. Mas basta dar uma olhada na aba
de anúncios na área de controle de privacidade para ver que as coisas
não são bem assim.
Entre em /Configurações/Configurações de privacidade/, depois escolha
/Feed de Notícias e Mural/. Selecione agora /Anúncios do Facebook/. Se
você usa a página do aplicativo em português, daqui para frente, todas
as informações estão em inglês. E o que irá descobrir? Muito pouco além
de uma frase que diz algo como “O Facebook trabalha para criar anúncios
relevantes e interessantes para você e para seus amigos”.
*O que um quiz pode revelar sobre você?*
Para muitos usuários, um dos atrativos mais básicos do Facebook é uma
virtualmente infindável coleção de jogos e quizzes que os torna popular
pelo seu aspecto social. Nos jogos, um usuário pode competir contra
outros usuários da rede social. Já um quiz permite que se aprenda sobre
seus contatos e amigos.
A American Civil Liberties Union (ACLU), entidade que defende o direito
de liberdade nos Estados Unidos, expôs uma série de problemas que o
compartilhamento destas informações pode acarretar.
Quando um usuário do Facebook inicia um jogo ou quiz, ele recebe um
aviso informando que interagir com aplicações requer dar acesso a
informações; o aviso também proporciona ao usuário a oportunidade de
permitir ou de cancelar ou permitir o acesso para continuar interagindo.
Os testes do Facebook advertem os usuários que continuar permitirá o
acesso a informações do seu perfil e ao perfil de seus amigos. A página
de permissões claramente informa que tal permissão irá permitir que os
aplicativos tenham acesso ao perfil, às imagens, informações de seus
amigos e outros conteúdos para que possa funcionar. Mas por que um
aplicativo precisa ter acesso às informações dos amigos para poder
funcionar?
*O Canadá disse não!*
A privacidade no Facebook, ou a ausência dela, também foi alvo do
governo canadense. O órgão responsável por avaliar questões relativas à
privacidade no Canadá concluiu que as políticas e práticas de
privacidade do Facebook violam as regulamentações canadenses, e
recomendou uma série de mudanças que a rede social devem implementar
para se adequar às regras.
Um dos mais importantes problemas está relacionado à manutenção das
contas e dos dados dos usuários. O Facebook oferece uma forma de ativar
ou desativar um conta, mas aparentemente não possui uma método
definitivo de eliminar completamente uma conta.
Assim, fotos e atualizações podem ficar disponíveis por um longo período
após o usuário ter desativado seu perfil no Facebook. E, como a ACLU, o
governo canadense também faz restrições quanto ao volume de informações
compartilhadas com fornecedores de aplicativos terceirizados.
*Controle aquilo que você pode controlar*
Apesar das preocupações da ACLU e do governo canadense quanto à
privacidade dos usuários da rede social, o Facebook oferece controles de
privacidade que restringem ou impedem o acesso a informações.
Como, por princípio, o Facebook é um site de rede social desenhado para
compartilhar informações, muitos dos seus parâmetros estão apertos por
padrão. Cabe ao usuário acessar os controles de privacidade e
configurá-los como quiser.
Para cada tópico, é possívle escolher compartilhar as informações com
Todo mundo; Como contatos e amigos; Amigos dos Amigos; e Apenas amigos.
Caso deseje, o usuário pode ir ainda mais fundo nessa configuração.
Se as configurações do Twitter nesse sentido são mais restritas, as do
Orkut vão na mesma direção do Facebook, permitindo um controla maior do
que exibir e quem pode ter acesso às informações do perfil do usuário.
Apesar disso, evite publicar informações pessoas – como números de
telefones e endereços de onde se está ou estará na página de recados dos
amigos. Tais informações podem ser usadas por criminosos. Em vez disso,
combine enviar tais dados pelo e-mail.
*Sequestro de dados e Phishing*
Por sua natureza social, os usuários das redes sociais costumam manter a
guarda abaixada enquanto compartilham informações. Eles estão ampliando
suas redes profissionais, reconectando-se a antigos amigos e mantendo
comunicação em tempo real com amigos e contatos.
Para os caras malvados, usar técnicas de engenharia social e de ataques
phishing para tirar vantagem disso é quase como fisgar peixes de um barril.
*Amigos em apuros*
A maior parte das pessoas está ciente de que não deve responder e-mails
provenientes de exilados nigerianos da realeza que prometem milhões de
dólares para quem ajudá-los a retirar o dinheiro de seu país.
Mas um pedido de empréstimo que venha de alguém que você conhece
provavelmente não levantaria tanta suspeita. Mas deveria. Os criminosos
já perceberam que familiares e amigos são vítimas fáceis deste tipo de
golpe. Por meio de técnicas variadas, esses crackers obtêm acesso a uma
conta do Facebook, sequestrando-a.
A senha então é trocada para evitar que o dono legítimo da conta não
possa acessá-la. A partir daí, basta contactar os amigos que estão
vinculados a esta conta na tentativa de extorqui-los, utilizando as mais
variadas técnicas de engenharia social.
Como evitar cair em golpes deste tipo? Se alguém - um amigo ou parente -
é íntimo o suficiente para pedir-lhe dinheiro emprestado então é muito
provável que tenha o seu número de telefone. Assim, usar o e-mail ou
Facebook não seria o meio de comunicação primário escolhido em uma
situação de emergência.
Se mesmo assim receber uma mensagem dessa natureza e quer assegurar-se
de que não se trata de um golpe, pegue o telefone e entre em contato com
o remetente para confirmar a história.
*Cuidado com as URLs curtas*
Uma nova ameaça surgiu em função das peculiaridades das redes sociais.
Trata-se dos ataques feitos a partir de URLs curtas. Algumas URLs são
tão longas que não funcionam adequadamente em um e-mail ou em post de
blogs. Daí a necessidade de se usar os tão úteis serviços que encurtam
tais endereços. O Twitter, com seu limite de 140 caracteres por
mensagens, fez serviços como o Bit.ly e o Migre.me se tornarem essenciais.
Infelizmente, tais endereços curtos começaram a ser usados por
criminosos virtuais para esconder endereços que levam a sites com
conteúdo malicioso. As URLs geradas pelos serviços encurtadores são uma
combinação de caracteres que torna impossível saber se é um endereço
verdadeiro ou perigoso.
O Tweedeck, aplicativo popular para o microblog Twitter, tem uma opção
de segurança que permite visualizar um preview de uma URL curta,
incluindo o endereço real oculto sob a URL. Quem não usa o Tweetdeck ou
precis lidar com URLs curtas em outros sites e serviços, deve manter uma
dose extra de atenção e se manter vigilante a respeito dos riscos que
podem se esconder por trás desses endereços obscuros.
Quem é usuário do navegador da Mozilla pode contar com um add-on que faz
exatamente o contrário dos serviços de encurtar URLs. O Long URL Please,
traduz as URLs curtas geradas por tais serviços de forma que o usuário
possa saber exatamente para qual o endereço web o link irá levá-lo
identidade e dados pessoais para não se arrepender depois.
Navegar na web não é mais uma atividade qualquer. Serviços como o Orkut,
Twitter e Facebook são alguns exemplos de redes sociais que rapidamente
se tornaram parte da cultura online e, com elas vêm toda uma nova gama
de potenciais ameaças à segurança.
Você verá aqui alguns dos perigos que as redes sociais oferecem, bem
como ações fáceis de seguir que podem mantê-lo a salvo dessas ameaças.
As redes sociais são construídas a partir da ideia do compartilhamento
aberto de informações e do estímulo ao senso de comunidade.
Infelizmente, uma rede online de indivíduos compartilhando suas
experiências ativamente e procurando conexões com outras pessoas
semelhantes podem ser iscas fáceis de criminosos que fazem uso da
engenharia social
ou de ataques phishing
É importante ficar atento às ameaças e fazer um esforço para manter suas
interações online saudáveis.
Trata-se de um desafio permanente, mas os usuários dessas redes podem
tomar algumas ações para protegerem sua privacidade e manter parte de
seus dados pessoais fora do alcance de pilantras digitais.
*Cuidado com o que se compartilha*
Para os iniciantes, mesmo em uma comunidade aberta de compartilhamento,
é preciso assegurar certas fronteiras. O presidente dos Estados Unidos,
no início de setembro, deu uma advertência aos estudantes: “Cuidado com
o que vocês publicam no Facebook. Tudo o que colocarem lá pode usado
contra vocês em algum momento de suas vidas”.
O cerne dessa advertência pode ser aplicado a qualquer site de rede
social e, possivelmente, à internet com um todo. Como regra geral, não
publique coisas online das quais possa se arrepender mais tarde. Há
grandes chances de alguém, algum dia, encontrar tal conteúdo e resolver
usá-lo contra você – especialmente caso você venha a se tornar uma
pessoa pública ou mesmo na vida profissional privada.
Além de simplesmente se abster de postar mensagens embaraçosas ou
comentários difamatórios, usuários de redes sociais devem ter duas
coisas em mente: lembre-se de quem são seus amigos e saiba que os amigos
deles podem ser seus inimigos.
*Lembre-se dos amigos*
Quando se escreve um post no Twitter, atualiza-se o status do Facebook
ou acrescenta uma foto no Orkut, não se pode esquecer da audiência que
tem acesso a esses conteúdos.
Mais e mais histórias circulam por aí dando conta de pessoas que
publicaram um comentário inadequado qualquer em uma rede social,
esquecendo-se de que seu chefe fazia parte dela. O resultado:
reprimendas e até mesmo demissões. Mesmo dizer algo simples com “estou
de saco cheio” durante o horário de trabalho pode ter resultados
imprevisíveis caso a pessoa errada leia isso.
Em redes como o Twitter e mesmo as mudanças mais recentes no Facebook
permitem que qualquer um veja e ou busque por atualizações e não há nada
que se possa fazer para ocultar isso.
*Cuidado com os amigos dos amigos*
Mesmo quem tem certeza absoluta de que seu chefe não faz parte dos
contatos das redes sociais de que participa não está totalmente
protegido. Por isso, nada de colocar a boca no trombone e dizer o que
acha dele por fazê-lo trabalhar demais ou ter de vir ao escritório no
final de semana.
Saiba que apesar dos cuidados, ainda há (muito) risco envolvido. Por não
fazer parte de uma rede social, seu chefe pode não ter acesso ao seu
post diretamente. Mas, se um de seus amigos estiver conectado com seu
chefe, ele estará a um passo de chegar até você. E o caminho mais
simples é seu chefe decidir conhecer quem são os contatos do seu amigo.
Mas não se desespere, seja social, compartilhe seus problemas e
atribulações - caso queira - com sua crescente rede de adoradores,
fazendo uso de uma regra básica: não publique nada que não deseja que
alguém veja, porque, cedo ou tarde essa pessoa verá.
*Defina privacidade*
Conciliar privacidade e rede social parece algo praticamente impossível
de se conseguir. Como se manter conectado e, ainda assim, manter sua
privacidade? O simples fato de alguém decidir compartilhar algumas
informações com um grupo selecionado de pessoas não significa,
necessariamente, que se queira compartilhar todas as informações ou que
as informações compartilhadas esteja visíveis a todo mundo.
O Facebook em particular tem passado por uma série de problemas
relacionados com a questão da privacidade. Se você é usuário recente
desta rede social já deve ter notado anúncios que trazem nome ou fotos
de seus amigos relacionados a eles.
Na realidade, o Facebook proporciona controles de privacidade para que o
usuário selecione que tipo de informação deve estar disponível para
aplicações de parceiros da rede social. Mas basta dar uma olhada na aba
de anúncios na área de controle de privacidade para ver que as coisas
não são bem assim.
Entre em /Configurações/Configurações de privacidade/, depois escolha
/Feed de Notícias e Mural/. Selecione agora /Anúncios do Facebook/. Se
você usa a página do aplicativo em português, daqui para frente, todas
as informações estão em inglês. E o que irá descobrir? Muito pouco além
de uma frase que diz algo como “O Facebook trabalha para criar anúncios
relevantes e interessantes para você e para seus amigos”.
*O que um quiz pode revelar sobre você?*
Para muitos usuários, um dos atrativos mais básicos do Facebook é uma
virtualmente infindável coleção de jogos e quizzes que os torna popular
pelo seu aspecto social. Nos jogos, um usuário pode competir contra
outros usuários da rede social. Já um quiz permite que se aprenda sobre
seus contatos e amigos.
A American Civil Liberties Union (ACLU), entidade que defende o direito
de liberdade nos Estados Unidos, expôs uma série de problemas que o
compartilhamento destas informações pode acarretar.
Quando um usuário do Facebook inicia um jogo ou quiz, ele recebe um
aviso informando que interagir com aplicações requer dar acesso a
informações; o aviso também proporciona ao usuário a oportunidade de
permitir ou de cancelar ou permitir o acesso para continuar interagindo.
Os testes do Facebook advertem os usuários que continuar permitirá o
acesso a informações do seu perfil e ao perfil de seus amigos. A página
de permissões claramente informa que tal permissão irá permitir que os
aplicativos tenham acesso ao perfil, às imagens, informações de seus
amigos e outros conteúdos para que possa funcionar. Mas por que um
aplicativo precisa ter acesso às informações dos amigos para poder
funcionar?
*O Canadá disse não!*
A privacidade no Facebook, ou a ausência dela, também foi alvo do
governo canadense. O órgão responsável por avaliar questões relativas à
privacidade no Canadá concluiu que as políticas e práticas de
privacidade do Facebook violam as regulamentações canadenses, e
recomendou uma série de mudanças que a rede social devem implementar
para se adequar às regras.
Um dos mais importantes problemas está relacionado à manutenção das
contas e dos dados dos usuários. O Facebook oferece uma forma de ativar
ou desativar um conta, mas aparentemente não possui uma método
definitivo de eliminar completamente uma conta.
Assim, fotos e atualizações podem ficar disponíveis por um longo período
após o usuário ter desativado seu perfil no Facebook. E, como a ACLU, o
governo canadense também faz restrições quanto ao volume de informações
compartilhadas com fornecedores de aplicativos terceirizados.
*Controle aquilo que você pode controlar*
Apesar das preocupações da ACLU e do governo canadense quanto à
privacidade dos usuários da rede social, o Facebook oferece controles de
privacidade que restringem ou impedem o acesso a informações.
Como, por princípio, o Facebook é um site de rede social desenhado para
compartilhar informações, muitos dos seus parâmetros estão apertos por
padrão. Cabe ao usuário acessar os controles de privacidade e
configurá-los como quiser.
Para cada tópico, é possívle escolher compartilhar as informações com
Todo mundo; Como contatos e amigos; Amigos dos Amigos; e Apenas amigos.
Caso deseje, o usuário pode ir ainda mais fundo nessa configuração.
Se as configurações do Twitter nesse sentido são mais restritas, as do
Orkut vão na mesma direção do Facebook, permitindo um controla maior do
que exibir e quem pode ter acesso às informações do perfil do usuário.
Apesar disso, evite publicar informações pessoas – como números de
telefones e endereços de onde se está ou estará na página de recados dos
amigos. Tais informações podem ser usadas por criminosos. Em vez disso,
combine enviar tais dados pelo e-mail.
*Sequestro de dados e Phishing*
Por sua natureza social, os usuários das redes sociais costumam manter a
guarda abaixada enquanto compartilham informações. Eles estão ampliando
suas redes profissionais, reconectando-se a antigos amigos e mantendo
comunicação em tempo real com amigos e contatos.
Para os caras malvados, usar técnicas de engenharia social e de ataques
phishing para tirar vantagem disso é quase como fisgar peixes de um barril.
*Amigos em apuros*
A maior parte das pessoas está ciente de que não deve responder e-mails
provenientes de exilados nigerianos da realeza que prometem milhões de
dólares para quem ajudá-los a retirar o dinheiro de seu país.
Mas um pedido de empréstimo que venha de alguém que você conhece
provavelmente não levantaria tanta suspeita. Mas deveria. Os criminosos
já perceberam que familiares e amigos são vítimas fáceis deste tipo de
golpe. Por meio de técnicas variadas, esses crackers obtêm acesso a uma
conta do Facebook, sequestrando-a.
A senha então é trocada para evitar que o dono legítimo da conta não
possa acessá-la. A partir daí, basta contactar os amigos que estão
vinculados a esta conta na tentativa de extorqui-los, utilizando as mais
variadas técnicas de engenharia social.
Como evitar cair em golpes deste tipo? Se alguém - um amigo ou parente -
é íntimo o suficiente para pedir-lhe dinheiro emprestado então é muito
provável que tenha o seu número de telefone. Assim, usar o e-mail ou
Facebook não seria o meio de comunicação primário escolhido em uma
situação de emergência.
Se mesmo assim receber uma mensagem dessa natureza e quer assegurar-se
de que não se trata de um golpe, pegue o telefone e entre em contato com
o remetente para confirmar a história.
*Cuidado com as URLs curtas*
Uma nova ameaça surgiu em função das peculiaridades das redes sociais.
Trata-se dos ataques feitos a partir de URLs curtas. Algumas URLs são
tão longas que não funcionam adequadamente em um e-mail ou em post de
blogs. Daí a necessidade de se usar os tão úteis serviços que encurtam
tais endereços. O Twitter, com seu limite de 140 caracteres por
mensagens, fez serviços como o Bit.ly e o Migre.me se tornarem essenciais.
Infelizmente, tais endereços curtos começaram a ser usados por
criminosos virtuais para esconder endereços que levam a sites com
conteúdo malicioso. As URLs geradas pelos serviços encurtadores são uma
combinação de caracteres que torna impossível saber se é um endereço
verdadeiro ou perigoso.
O Tweedeck, aplicativo popular para o microblog Twitter, tem uma opção
de segurança que permite visualizar um preview de uma URL curta,
incluindo o endereço real oculto sob a URL. Quem não usa o Tweetdeck ou
precis lidar com URLs curtas em outros sites e serviços, deve manter uma
dose extra de atenção e se manter vigilante a respeito dos riscos que
podem se esconder por trás desses endereços obscuros.
Quem é usuário do navegador da Mozilla pode contar com um add-on que faz
exatamente o contrário dos serviços de encurtar URLs. O Long URL Please,
traduz as URLs curtas geradas por tais serviços de forma que o usuário
possa saber exatamente para qual o endereço web o link irá levá-lo
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